Fórum da madeira e móvel tenta aumentar exportação
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quarta-feira, 07 de fevereiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
O ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, instalou ontem o Fórum de Competitividade para o setor de Madeira e Móveis, o quinto de um total de 14 fóruns programados. As metas provisórias para o setor, fixadas para 2004, são de elevar as exportações em 71,3%, saindo dos US$ 1,977 bilhão registrado em 2000 para US$ 3,387 bilhões. O faturamento total, considerando os mercados interno e externo, deverá sair de R$ 9,696 bilhões para R$ 15,257 bilhões até 2004. Nesse período, deverão ser gerados cerca de 160 mil empregos diretos e indiretos.
Os números foram divulgados pelo secretário de Desenvolvimento da Produção, Reginaldo Arcuri. Ele informou que, para atingir as metas propostas, serão investidos US$ 3,6 bilhões ao longo dos quatro anos. Serão recursos privados (próprios e fornecidos pelo sistema financeiro), além de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O Fórum de Competitividade envolve desde as empresas madeireiras até as produtoras de máquinas, passando pela indústria do couro, têxtil, siderúrgica e química. Segundo explicou Arcuri, os problemas dentro da cadeia de produção serão debatidos nos próximos meses. Ao final, será assinado um Contrato de Competitividade, no qual constarão metas definitivas, a serem avaliadas anualmente. Nenhum dos fóruns já instalados chegou a esse estágio até agora. O mais adiantado é o do setor têxtil, que deve assinar o contrato em cerca de dois meses.
Um dos problemas do setor moveleiro ficou explícito durante a entrevista coletiva de lançamento. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Móveis (Abimóvel), Domingos Sávio Rigoni, disse ser contra a exportação de madeira cortada. Segundo ele, o abastecimento de madeira é um dos maiores problemas da indústria de móveis.
Já o superintendente da Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS), Rubens Garlipp, mostrou-se contra medidas de restrição à exportação de madeira. Precisa ver se o mercado interno vai absorver toda a madeira, comentou. Atualmente, há quatro outros fóruns sendo coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento: têxtil, construção civil, eletroeletrônicos e plásticos e produtos químicos. Nenhum deles chegou ao estágio de assinar o Contrato de Competitividade, que reúne os resultados dos debates entre os elos da cadeia produtiva e as metas. No entanto, algumas medidas já foram tomadas.
No setor têxtil, por exemplo, as ações do governo vão desde a concessão de crédito de US$ 1,5 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para compra de máquinas por micro, pequenas e médias empresas.


