Fórum comemora conscientização do pecuarista
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sexta-feira, 20 de maio de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba A realização da última edição do Fórum 10 Anos Sem Aftosa, ontem em Curitiba, comemorou a mudança de conceito do pecuarista, que atualmente está mais consciente e vacina efetivamente o seu rebanho contra a febre aftosa. ''Antes, os pecuaristas compravam a vacina apenas para satisfazer a fiscalização e não vacinavam o rebanho'', disse o presidente da Sociedade Rural do Paraná e do Conselho Estadual das Sociedades Rurais, Edson Neme Ruiz.
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Há 10 anos o Paraná registrou o último foco de febre aftosa, quando os produtores tiveram grandes prejuízos com o abate e perda dos animais. A frustração fez com que Estado e as entidades que representam produtores e agricultores se mobilizassem para mudar a situação, disse o superintendente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Nelson Costa.
Nesses 10 anos sem febre aftosa, os pecuaristas estão comemorando o aumento de 183% no abate de aves, 76% no abate de suínos e 84% no abate bovinos. Nesse período, a pecuária gerou 465 mil novos postos de trabalho e obteve uma renda adicional de R$ 3 bilhões. A previsão do Paraná é exportar US$ 1 bilhão em carnes este ano.
Segundo Costa, por causa dos prejuízos com as perdas de animais infectados com a febre aftosa, a Assembléia Legislativa aprovou rapidamente uma legislação de sanidade animal. A legislação permitiu a criação do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) e o Fundo de Desenvolvimento da Pecuária (Fundepec), entidades que atuaram na orientação, prevenção e amparo ao produtor, para efeito de pagamento de indenizações ao produtor em caso de perda de animais.
Por meio de um amplo acordo entre Secretaria da Agricultura, prefeituras, cooperativas, produtores, todos se envolveram com as campanhas de vacinação que vêm sendo realizadas em duas etapas por ano. Na primeira etapa da campanha realizada este ano no Estado, encerrada ontem, o balanço é de que 90% do rebanho foi vacinado com comprovação. Outros 10% do rebanho, ainda não comprovados, deverão ser imunizados até o final do mês por meio de um esforço conjunto da Secretaria da Agricultura e entidades que integram o Conesa.
Segundo Ruiz, já existe uma conscientização entre os pecuaristas que eles devem ajudar os vizinhos que têm poucas cabeças de gado e resistem em comprar o lote de vacinas para imunizar seus animais. ''Geralmente o pecuarista com um rebanho maior sempre tem sobra de doses que podem ser doadas'', disse.
Atualmente o Estado é considerado pela Organização Internacional de Epizootias (OIE) como área livre de febre aftosa com vacinação. A meta é atingir a classificação de área livre sem vacinação, como já acontece com Santa Catarina. O secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, vem sendo elogiado pelas entidades pelo esforço em manter o Paraná livre da aftosa.


