O primeiro dia do Fórum Empresarial das Américas, um dos órgãos encarregados de apresentar propostas aos encarregados das negociações da Alca seguiu o mesmo caminho dos diplomatas: debates longos, mas com pouca evolução para um consenso. A agricultura, justamente um dos pontos mais questionados da Alca, fora considerado uma das poucas exceções pelos brasileiros: ainda que o acordo seja distante, o debate não empacou.
Segundo os negociadores, todas as delegações concordam que se deve apoiar a proposta norte-americana de eliminar os subsídios às exportações dos produtos agrícolas. Mas a postura brasileira é de que esta medida seja condicionada à eliminação dos subsídios internos e também à redução de tarifas aplicadas à importação. Por exemplo: os EUA impõem tarifas para a importação de suco de laranja brasileiro – o que favorece os produtores locais.
A proposta do Brasil era que a diminuição dos subsídios internos e mesmo das tarifas ocorresse de forma gradual, criando-se um disciplinamento, até que ocorra uma eliminação total. Os EUA, em princípio irredutíveis, em não querer pôr fim os subsídios internos, acenaram com a possibilidade de estudar a proposta. O encontro prossegue hoje na capital argentina, reunindo representantes de 34 países, com exceção apenas de Cuba.
IntercâmbioIsrael solicitou formalmente um acordo de livre comércio com o Mercosul, como o da África do Sul com os países sul-americanos que formam o mercado comum, revelou ontem o diplomata Meron Reuben.
O representante de Israel na capital paraguaia, encontrou-se ontem com o chanceler Jose Moreno para fazer o pedido. ‘‘Estamos muito interessados em começar a tratar do assunto’’, disse Reuben à imprensa depois da audiência. A presidência de turno do Mercosul está a cargo do Paraguai até junho, quando passará para as mãos do Uruguai. Na quarta-feira, a Venezuela havia apresentado pedido de adesão ao bloco latino-americano.

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