São Paulo A combinação entre o rebaixamento da recomendação para a dívida brasileira pelo banco de investimentos norte-americano JP Morgan e o forte fluxo de compra por empresas com dívidas a saldar no exterior levaram o dólar a registrar ontem seu maior fechamento desde os R$ 3,72 de 30 de outubro.
Ontem, a moeda norte-americana subiu 1,79% e fechou cotada a R$ 3,68 para compra e a R$ 3,69 para venda. O movimento no câmbio acompanhou o do mercado de dívida, medido pelo Embi+ do JP Morgan, onde o risco Brasil subiu 2,79%, aos 1.547 pontos.
O sentimento do mercado, que vinha melhorando, sofreu um golpe quando, pela manhã, o banco de investimento JP Morgan anunciou que rebaixou de ''neutro'' para ''abaixo da performance do mercado'' a recomendação de compra para os papéis da dívida brasileira.
As compras foram puxadas por empresas endividadas, embora, segundo operadores, nenhum banco ou companhia tenha se destacado com grandes volumes adquiridos.
Bolsa A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) interrompeu o ciclo de quatro altas e fechou em queda de 0,10%, aos 10.662 pontos, com giro de R$ 421,417 milhões. Apesar da queda, os investidores estão otimistas, e esperam fechar o ano acima dos 11.000 pontos.
Ontem houve vendas de papéis para investidores embolsarem ganhos com as altas recentes. O rebaixamento feito pelo JP Morgan também colaborou para a tendência de queda. Em Wall Street, as Bolsas também tiveram baixa.
A maior queda no pregão paulista foi da Net PN, que perdeu 7,89%. Ontem a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota (rating) da companhia, que deixou de pagar juros de debêntures. A maior alta foi de Embratel PN, que subiu 8,70%. O papel sobe ainda com a expectativa de ser vendida para o trio de teles fixas (Telefônica, Brasil Telecom e Telemar).
O ouro negociado na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) fechou em alta de 2,74%, cotado a R$ 37,45 o grama.

mockup