Fornecimento está garantido até quinta
Brasília - O governo garantiu ontem que pelo menos até quinta-feira, dia 13, não haverá racionamento de gás natural para as distribuidoras do combustível nos Estados, responsáveis pelo abastecimento de residências, indústrias e automóveis movidos a gás natural veicular (GNV). É possível até que não haja corte no fornecimento para esses consumidores, segundo o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.
''A população pode ficar tranquila, pois estamos trabalhando diuturnamente desde o dia do acidente para que não seja necessário corte no fornecimento de gás'', disse Rondeau. Governo e Petrobras tentam, até quinta-feira, resolver o problema com um conserto de emergência.
Por enquanto, a restrição no fornecimento de gás só está mantida para as usinas termoelétricas (corte de 72%) e para as refinarias da própria Petrobras, para as quais foi determinada redução de 51%.
No caso das distribuidoras, a previsão inicial era de que, a partir da zero hora, haveria um corte de até 12%. Entretanto, a previsão para um eventual corte nas distribuidoras já havia sido reduzida, segundo Rondeau, para até 9%, uma vez que a usina Termocuiabá, que consome grande quantidade de gás, também entrou no contingenciamento para as termoelétricas, diminuindo os riscos de um eventual racionamento para as distribuidoras.
De qualquer modo, o governo espera concluir até quinta-feira os reparos provisórios no duto de condensado (líquido extraído juntamente com o gás natural) que foi rompido por conta das fortes chuvas na Província de Gran Chaco na semana passada. Se esses reparos forem concluídos dentro desse prazo, o contingenciamento nem sequer atingirá as distribuidoras e, segundo Rondeau, também será ''praticamente resolvida'' a situação do fornecimento de gás às termoelétricas e às refinarias da Petrobras. O conserto definitivo do duto de condensado será concluído em cerca de 30 dias.
A idéia do governo é fazer uma espécie de ''ponte de safena'' no duto rompido, por meio de um desvio até um gasoduto desativado que passa perto do local do acidente. ''Espero voltar na quinta-feira e dizer a vocês (jornalistas) que foi só um susto e que não teremos racionamento'', disse Rondeau, em entrevista coletiva concedida ontem. Além dessa obra emergencial, Rondeau disse que também estão sendo usados caminhões para transportar parte do condensado, já que as estradas que dão acesso ao local do rompimento - antes ocupadas por manifestantes - foram liberadas pelo governo boliviano.
O gasoduto Bolívia-Brasil, controlado pela Petrobras, transporta para o mercado interno 26 milhões de metros cúbicos diários de gás. Segundo Rondeau, o fluxo atual (após o rompimento do duto) está entre 18 milhões e 21 milhões de metros cúbicos por dia. Rondeau voltou a dizer que o racionamento das termoelétricas não afetará o fornecimento de energia elétrica no País porque os reservatórios das hidrelétricas estão cheios e não há necessidade de utilizar energia térmica.





