Brasília-O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse ontem que está ''muito otimista'' quanto à possibilidade de ser rapidamente restabelecido o fornecimento de gás natural procedente da Bolívia, afastando o risco de desabastecimento do produto para residências e veículos movidos a gás natural veicular (GNV) no País. O fornecimento foi parcialmente interrompido, semana passada, em virtude do rompimento de um duto na Província do Gran Chaco, na Bolívia e, até o momento, ainda não afetou o fornecimento às distribuidoras, que atendem diretamente os consumidores finais.
Rondeau disse ter recebido relatórios informais das equipes de trabalho confirmando a previsão feita por ele, na segunda-feira, de que os reparos provisórios no duto de condensado poderiam ser concluídos quinta-feira. ''As notícias da Bolívia são as melhores possíveis'', afirmou Rondeau. O condensado é um líquido extraído junto com o gás natural. O rompimento no duto atrapalha o escoamento do condensado, reduzindo a produção de gás.
O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, que participou ontem de audiência pública no Senado, confirmou que as probabilidades ''são muito favoráveis'' de que o racionamento de gás natural vindo da Bolívia não tenha ''nenhum efeito'' sobre o consumidor final. Ele admitiu, no entanto, que, do ponto de vista técnico, ainda não é possível descartar por completo a hipótese desse contingenciamento ser necessário. ''Tenho informações de que (os trabalhos) estão andando bem'', disse.
Amanhã acontece uma reunião no Ministério de Minas e Energia com a participação de representantes da Petrobras, da Agência Nacional de Petróleo e das concessionárias estaduais de gás - inclusive a Compagas - para fazer um balanço da situação que ocorreu com o rompimento do duto e discutir um plano de contingência caso este tipo de problema ocorra novamente.
Segundo informações da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), caso o duto seja consertado até o dia 16 de abril, há a possibilidade de o racionamento não ocorrer. ''O consumo do gás natural diminui nos feriados. Acreditamos que esse final de semana poderá ajudar muito no prazo para arrumarem os danos na Bolívia'', afirmou o presidente da Compagas, Luiz Carlos Meinert. (Colaborou Andréa Bertoldi)

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