Fornecedoras vivem entressafra
Ninguém mais do que as empresas fornecedoras de equipamentos e programas para a telefonia fixa e móvel esperam a conclusão do processo de venda do Sistema Telebrás para a iniciativa privada. As fornecedoras vivem num período de entressafra, como definiu ontem o diretor geral da Siemens, Verner Dittmer. Ele avalia que a espera pela privatização já provocou uma redução de 50% na carteira de pedidos da empresa.
Com a privatização, as empresas de telefonia ligadas à Telebrás foram obrigadas a fazer revisão em todos os contratos que seriam assinados com as fornecedoras. A reanálise do acordo foi determinada por um decreto do Ministério das Comunicações. Somente a Telepar recalculou 3 mil processos. A maioria teve os valores diminuídos de 1% até 19%.
Foi essa redução nos preços dos contratos que provocou uma queda na atividade de muitas fornecedoras. Houve ainda contratos suspensos, principalmente aqueles que eram de longo prazo. Neste período de pré-privatização, as empresas de telefonia reduziram os investimentos, pois esperam uma definição.
O período de entressafra começou na metade do ano passado e só deve terminar seis meses após os consórcios ou empresas privadas assumirem as teles. E como todo período de estagnação antecede uma fase de crescimento, a Siemens aposta num aumento vertiginoso na demanda. Vamos todos ficar tontos, diz Dittmer, em tom de brincadeira.
O diretor geral da Siemens só teme que a demora que ocorreu na licitação da Banda B da telefonia celular se repita na concorrência da Telebrás.





