Muitas fornecedoras que atendem a montadora Volkswagen/Audi tiveram reuniões ontem para avaliar o impacto que podem sofrer devido à informação da montadora de que vai reduzir o volume de exportação. O receio das fornecedoras, principalmente das 12 empresas que estão no Parque Industrial de Curitiba (PIC), é de que suas produções também tenham de ser alteradas. Isso poderia abrir espaço para demissões de funcionários, assim como ocorreu anteontem com 350 metalúrgicos na Audi, em São José dos Pinhais (RMC).
O Sindicato dos Metalúrgicos avalia que pode ocorrer uma sequência de demissões. O diretor da entidade Cláudio Gramm disse que, na época em que a Audi contratou mais de 700 funcionários, a Delphei também foi obrigada a ampliar sua produção. A Delphi é a maior empresa instalada no PIC. Ela fornece chicote elétrico para a Audi.
A fornecedora Faure & Cia, que produz as estruturas de bancos para a Jonhsson Controls, fabricante de bancos para a Audi, encarou com preocupação a demissão na montadora. Alguns diretores da empresa se reuniram ontem para tratar do assunto. A conclusão foi de que ainda é recente para qualquer ação. A Faure tem uma situação mais confortável pois será fornecedora da Peugeot/Citroen, no Rio de Janeiro.
O Sindicato dos Metalúrgicos tem receio que além da Audi, a montadora Chrysler demita funcionários. A Daymler/Chrysler anunciou há duas semanas que pretende demitir 20 mil trabalhadores da Chrysler em todo o mundo.
Na segunda-feira haverá reunião na montadora em São Paulo que poderá selar o destino da empresa no Brasil. A montadora, instalada em Campo Largo, tem trabalhado com sucessivos períodos de fechamentos de 15 dias.
Ao contrário de Audi, a Renault garante que não demitirá funcionários. A empresa mantém um programa regular de contratação.

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