Rio de Janeiro - A partir de março, a Petrobras vai substituir o diesel tradicional pelo diesel 500, nova fórmula menos poluente do combustível, em todas as regiões metropolitanas do País. A expectativa é que o produto fique mais caro para o consumidor porque o custo de produção do diesel 500 é mais elevado.
Segundo Ricardo Hashimoto, diretor da Fecombustíveis, a chegada do diesel 500 em São Paulo no ano passado causou aumento de preços. ''Houve um impacto grande e uma certa comoção no mercado porque ele é muito sensível a diferenças de preços. Na época, a diferença chegou a cerca de R$ 0,05'', disse. Após o lançamento, o consumidor passou a encher o tanque em regiões onde ainda era vendido o combustível tradicional, mais barato.
De acordo com Hashimoto, a diferença de preço entre o diesel comercializado na região metropolitana de São Paulo e no restante do Estado é da ordem de R$ 0,02. O diretor estima que, se houver impacto de preço desta vez, o efeito será menor porque houve um alinhamento do preço do diesel metropolitano.
O produto foi lançado em maio do ano passado e desde então passou a ser adotado em São Paulo, Campinas, Baixada Santista, São José dos Campos, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vale do Aço. Com a expansão da oferta para as demais regiões metropolitanas do país, o diesel 500 vai representar 25% do volume comercializado no país.
A nova versão do diesel exigiu investimentos da ordem de US$ 750 milhões da Petrobras. O teor de enxofre do produto é 75% menor e seu lançamento está alinhado com o compromisso do país com o Protocolo de Kyoto. O combustível tem 500 ppm (parte por milhão) de enxofre em sua composição, contra 2.000 ppm do óleo diesel antigo. Até 2009, a estatal deve investir US$ 1,77 bilhão na melhoria da qualidade do produto, com redução do teor de enxofre para 50 ppm.
''As empresas já estão trabalhando para lançar motores que vão necessitar de combustíveis com menores teores de enxofre'', afirmou Allan Kardec, gerente-executivo de Abastecimento da Petrobras. De acordo com ele, a iniciativa de melhora do produto contou com a participação de todos os agentes, de produtores de ônibus e caminhões, da Agência Nacional do Petróleo (ANP), produtores de motores e da própria Petrobras.

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