Formalização do setor cresce 35% ao ano no Paraná
De acordo com o coordenador estadual do setor de Turismo e Artesanato do Sebrae/PR, Aldo Cesar Carvalho, o número de artesãos que buscam a formalização no Estado cresce, em média, 35% ao ano. De fato, os três vencedores paranaenses do Top 100 provam que a partir do momento que começaram a trabalhar com seus produtos como uma empresa, a produção e as vendas - principalmente para o comércio varejista - evoluíram.
A Associação Comfibra, de Jacarezinho, atua com artigos e peças para decoração, utilidades domésticas, entre outros produtos. Com cerca de 50 artesãos ligados a associação, as vendas mensais estão crescendo substancialmente, muito graças a formalização do trabalho, em 2007. ''Entre 2005 e 2007 possuíamos um patrocínio da Petrobras. Quando encerrado, percebemos a necessidade da formalização para continuar crescendo'', relatou Junior Oliveira Ferreira, filho de uma artesã da Comfibra e gerente administrativo da associação.
Depois de ter se tornado uma empresa, Ferreira calcula um crescimento de pelo menos 80% na produção da Comfibra, além da melhoria da qualidade das peças. Hoje, a associação possui, inclusive, um contrato de cerca R$ 4 mil mensais com a loja Tok&Stok. ''Percebemos que para vender para grandes lojas, teríamos que nos adequar a elas. Acredito que agora estando entre as 100 melhores do Sebrae, vamos conquistar ainda mais mercado'', ressaltou o gerente, que possui apenas 23 anos e está cursando faculdade de administração graças à Comfibra. ''Foi meu primeiro trabalho aos 16 anos e estou aqui até hoje, vendo os negócios evoluírem cada vez mais.''
Já o sócio do Ateliê Fedalto & Otero, Anderson Otero, começou no artesanato por acaso. Estressado, gerente financeiro de uma construtora, há cerca de oito anos foi aconselhado por seu terapeuta para fazer artesanato no intuito de se livrar do problema. Hoje, seu ateliê, localizado em Campo Largo, produz 15 mil estatuetas e vasos decorativos por mês e já venceu três prêmios Top 100. A empresa possui oito funcionários e um faturamento na casa dos R$ 50 mil mensais. Durante as rodadas de negócios do evento, Otero consegue vender em média R$ 3 mil. ''É uma oportunidade para conhecer empresas de todo o País e manter contato com eles. Inclusive, hoje consigo vender pela internet e a países como Estados Unidos e Portugal.'' (V.L.)





