São Paulo - Os carros da Ford e da Volkswagen também vão ficar mais caros. As duas montadoras anunciaram a aplicação de um reajuste médio de 4% e 4,6%, respectivamente, em suas tabelas de preços.
Com a divulgação das novas tabelas da Ford e da Volks, todas as grandes montadoras instaladas no país começaram o ano reajustando os preços de seus automóveis.
Na primeira semana de janeiro a General Motors, Fiat e Honda já haviam soltado novas tabelas de preços. A tabela de preços da GM sofreu um reajuste médio de 5,3%. A tabela da Fiat subiu 3% em média. Os carros da Honda ficaram até 6,1% mais caros.
Os reajustes de preços vieram depois das montadoras serem beneficiadas pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) do carro zero - que deveria ser extinta em novembro - e foi prorrogada até 29 de fevereiro.
Em contrapartida, as montadoras se comprometeram a manter o nível de emprego do setor até lá e a manter seus preços até 31 de de dezembro. Passado o prazo, os novos preços já começaram a ser repassados para as redes concessionárias.
Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o reajuste repassa para os preços finais a elevação de alguns custos de produção do setor, como a mão-de-obra do ABC paulista, onde os funcionários tiveram um aumento salarial de 18,01% em novembro passado.
Não teriam sido repassados para as novas tabelas de preços o novo aumento do aço, que está sendo negociado pelas montadoras e siderúrgicas.
Motos -Os juros altos e as dificuldades de crédito em 2003 impediram que as empresas filiadas à Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas (Abraciclo) atingissem a meta de produzir 1 milhão de unidades. A entidade informou ontem que o setor produziu 954.620 unidades, um volume 10,8% acima do contabilizado em 2002. A meta no início do ano era de uma expansão de 14%.
O setor encerrou 2003 com um aumento de 7,1% nas vendas para o mercado interno (atacado), em comparação com 2002. Ao todo, foram comercializadas no período 848.377 unidades. A intenção em 2004 é alcançar 940 mil unidades vendidas no mercado interno.
Dezembro apresentou queda no volume de negócios, contabilizando a venda de 53.115 unidades, 27,6% a menos do que em novembro (diminuição relacionada à menor quantidade de dias úteis). Em relação a dezembro de 2002, a queda foi de 6,8%. As exportações em dezembro recuaram 12,2% em relação a novembro, mas foram 4,7% maiores do que em dezembro de 2002.
Os resultados mais significativos no acumulado do ano foram registrados no campo das vendas externas. Ao todo, 100.440 motocicletas foram enviadas a outros países, num salto de 47,6% frente a 2002. Para este ano, a meta da Abraciclo é alcançar 110 mil motos exportadas.
Segundo a entidade, as motos produzidas estão sendo mandadas para países da América do Sul, México, EUA, Europa, África e Austrália. Os modelos mais vendidos são os de menor cilindrada.

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