A Ford também deverá repassar o aumento de custos das peças importadas por conta da desvalorização cambial. A informação é do diretor de Assuntos Corporativos da montadora, Célio Batalha. Ele não informou de quanto será o aumento, argumentando que tudo depende do ganho que a empresa terá com as exportações. ‘‘A indústria autombilística está perdendo dinheiro. Por isso, temos necessidade de repassar cada aumento de custo’’, disse.
A Ford, que hoje traz os modelos Mondeo da Europa e o Escort e picape Ranger da Argentina, também poderá reduzir o volume de veículos importados. No caso da Argentina, a montadora pode compensar o aumento do custo em dólar com a exportação de componentes. ‘‘De qualquer forma, teremos prejuízo, mesmo na Argentina’’, sustentou Batalha.
Ele acrescentou que a empresa pretende aumentar o quanto possível o índice de nacionalização de sua produção, que hoje está na média de 85%. A Ford exportou no ano passado o equivalente a mais de US$ 800 milhões, a maior parte obtida com a coligada FIC, que produz componentes eletrônicos, principalmente rádios.

mockup