Força-tarefa investiga combustíveis
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segunda-feira, 14 de abril de 2008
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Uma força-tarefa vai voltar a investigar a cadeia dos combustíveis em Londrina. O assunto foi discutido ontem durante reunião realizada entre representantes da Promotoria de Defesa do Consumidor, Corregedoria da Receita Estadual e Procon. Classificado como um trabalho preventivo e estritamente técnico, serão apurados indícios de sonegação fiscal e adulteração de combustível. O alinhamento de preços entre os postos também tem chamado a atenção das autoridades.
''Recebemos algumas informações e iremos conferir se coincidem com a verdade. Iremos averiguar sonegação ou outro dano ao consumidor'', informou o coordenador do Procon Flávio Caetano de Paula. Segundo ele, será realizada uma nova reunião ainda neste mês - cuja data não foi divulgada - para definição da ''forma de trabalho''. Desta vez, o encontro deverá contar também com a participação de representantes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e de outros órgãos ligados ao segmento, mas a participação de sindicatos dos empresários foi descartada.
De acordo com o chefe do Procon o alinhamento de preços entre os postos de combustíveis está sendo observado. ''Estamos prestando atenção nisso, ainda mais se considerarmos que empresários já foram presos acusados de cartel. A nossa preocupação é manter o mercado saudável para que a concorrência seja leal e que o consumidor não seja prejudicado'', disse. Já o promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar, comentou que o mercado de combustíveis melhorou depois da Operação Medusa 3. ''A sonegação sempre deve ser fiscalizada. É um trabalho rotineiro'', afirmou.
A Operação Medusa 3 foi desencadeada em agosto do ano passado e prendeu 14 pessoas de Londrina e região - diretamente ligadas ao setor de combustíveis - acusadas de formação de cartel para estabelecer preço alto na venda de combustíveis, sonegação fiscal, corrupção, estelionato e crime econômico. Cinco empresários também respondem ação penal com acusação de formação de quadrilha, falsificação de documentos particulares e falsificação de petrechos (carimbos) de órgãos públicos. Desde então, os preços dos combustíveis caíram.
Segundo levantamento de preços da ANP, na semana passada a gasolina foi vendida, em média, por R$ 2,345 o litro. O preço variou de R$ 2,220 a R$ 2,490. Já o litro de álcool foi comercializado no período, em média, por R$ 1,340, sendo R$ 1,240 (o mínimo) e R$ 1,450 (máximo). Com relação ao mês passado, os preços médios da gasolina e do álcool subiram exatos R$ 0,06 em abril. Em março, o litro da gasolina custava, em média, R$ 2,299, enquanto o álcool foi vendido, em média, por R$ 1,284.
Conforme Flávio Caetano, o Procon recebe com frequência reclamações de adulteração da gasolina. ''Fica difícil a comprovação porque, na grande maioria dos casos, os consumidores não pedem nota fiscal'', disse.


