Uma força-tarefa realizada pelo Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) em Foz do Iguaçu e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) - com a participação da Advocacia Geral da União (AGU) e apoio da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal - interditou as atividades da Cooperativa Agroindustrial Lar, no município de Medianeira, na manhã de ontem. O frigorífico abate diariamente cerca de 350 mil frangos e emprega 4,5 mil trabalhadores.
Os procuradores do trabalho do MPT-PR e auditores fiscais do trabalho do MTE estavam nas instalações da unidade desde segunda-feira, realizando inspeções e analisando documentos. Segundo informações do MPT, foram encontradas irregularidades relativas ao meio ambiente de trabalho, ergonomia, jornada de trabalho, máquinas e sistema de refrigeração por amônia.
A atividade de pendura de frango na sala de cortes, por exemplo, tinha repetição de movimentos. Nos setores, foram encontradas irregularidades em relação à proteção da linha de produção e organização da linha do trabalho. A linha de escaldagem de frangos estava desprotegida, segundo a força-tarefa, gerando risco de queimaduras e lesões graves. Nas máquinas, faltavam sistemas de segurança e dispositivos de partida e parada estavam irregulares. O sistema de refrigeração por amônia também oferecia risco aos trabalhadores, mas já foi apresentado cronograma de regularização.
Ao todo, a operação interditou 73 máquinas, 13 atividades e 5 setores, dos quais apenas 55 máquinas ainda continuavam interditadas na tarde de ontem. Segundo a diretoria da Cooperativa, as interdições paralisaram 100% das atividades do frigorífico. A reportagem da FOLHA entrou em contato com a assessoria de imprensa da cooperativa, mas não conseguiu contatá-los. Na segunda-feira, os responsáveis pela força-tarefa darão uma coletiva para a imprensa, em Foz do Iguaçu.

mockup