Força-tarefa contra aftosa
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de junho de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Estados Unidos e Canadá apóiam enfaticamente a força tarefa que está sendo constituída nas Américas e Caribe para combater doenças como aftosa, vaca louca e gripe aviária ''que venham a comprometer a sanidade dos rebanhos e as negócios internacionais de carne''. A reunião derradeira de criação da força-tarefa vai ocorrer em setembro, em Washington sob o patrocínio da FAO, órgão das Nações Unidas. As Américas, com 471 milhões de cabeças, corresponde a 34,5% do rebanho mundial de bovinos.
Segundo João Carlos de Souza Meireles, representante do Brasil no International Meat Secretariat, americanos e canadenses querem adotar também a regionalização de controles sanitários, com análise de risco. Isso significa ter medidas que evitem que um surto em área restrita ''contamine'' os negócios de todo o país.
''Por causa do mal da vaca louca num pequeno rebanho na fronteira do Canadá, em março, os exportadores americanos deixaram de embarcar 1,1 milhão de toneladas de carne, com prejuízo estimado em US$ 4 bilhões'', disse Meirelles. Acrescentou, ainda, que ''o surto de febre aftosa no interior do Pará, não pode comprometer a exportação de carne de todo o Brasil''.
O Brasil tem 82% de seu rebanho de 183 milhões de cabeças reconhecidos como livres da febre aftosa. Até o anúncio do caso no Pará, semana passada, estava havia mais de dois anos sem registro de casos de aftosa. Além disso, o País lidera o processo de prevenção e combate à doença no Continente Sul-Americano.
No final do ano passado, o ministério da Agricultura brasileiro doou 1 milhão de doses de vacina contra a febre aftosa à Bolívia e outras 500 mil ao Paraguai, em um investimento de R$ 1,4 milhão. Na época, havia suspeita de casos de aftosa nos dois países, vizinhos ao Brasil, que juntos têm um rebanho de 17 milhão de cabeças.


