São Paulo - A Força Sindical decidiu pela realização de greves de todas as categorias filiadas à central que tem no primeiro semestre a data base para as negociações salariais. Segundo a Força, são 759 sindicatos e 4,7 milhões de trabalhadores. Com isso, planeja várias manifestações pelo País no dia 6 de junho, a menos de uma semana da abertura da Copa do Mundo, marcada para o dia 12.
A central espera ganhar visibilidade com o evento, diz o presidente da Força, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), o Paulinho da Força. "Ninguém está contra a Copa, mas ela ajuda em uma visibilidade, que pode ser até internacional. Estamos pensando nisso também", comenta.
A partir de 1º de maio, quando é celebrado o dia do trabalho, a cada semana uma categoria filiada à central entrará em greve. As primeiras devem ser as dos portuários e dos sucroalcooleiros.
As principais categorias que devem entrar em greve são as da construção civil e das indústrias automobilística e alimentícia. No caso de classes consideradas essenciais, como a de aeroportuários, foi decidido que, caso uma liminar tente impedir a greve, a multa será paga e a paralisação, mantida, segundo a Força.
A mobilização também evidencia um desgaste da central com o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho quem faz o meio de campo entre o governo e os sindicalistas. "Ele vai nos procurar quando estivermos em greve, mas só porque ele é um grande enrolador. Está nos enrolando há três anos, e agora estamos cansados deste governo", diz Paulinho.

No Paraná
Nelson Silva, presidente da Força Sindical do Paraná, afirmou que, no dia 1° de Maio, quando será realizado o 1° de Maio Solidário – tradicional evento dirigido aos trabalhadores -, pretende-se reunir os sindicatos da Força para discutir a continuidade e a intensificação das atividades que já vinham sendo realizadas, em compasso com as ações da Força Sindical nacional. Entre os assuntos em pauta estão bandeiras nacionais, estaduais e regionais, como o impedimento de demissões involuntárias em massa, os investimentos do governo e a jornada de trabalho.

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