Força Sindical diz que direito é inegociável
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terça-feira, 07 de janeiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, rechaça qualquer possibilidade de negociação entre a central sindical e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para acabar com a cobrança da multa de 40% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em caso de demissão sem justa causa.
''A multa de 40% sobre demissão é inegociável'', diz. Na avaliação de Paulinho, essa proposta não encontrará abrigo ''em nenhuma central séria, nem mesmo dentro do PT''.
O sindicalista lembra que no início do primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o então ocupante da pasta, Paulo Paiva, apresentou a mesma sugestão que Wagner e foi repelido pelas centrais sindicais. ''É muito difícil mexer com o direito adquirido das pessoas e o ministro Wagner começou mal, porque está se preocupando em desonerar a demissão do trabalhador, em vez de reduzir encargos de produção e de quem contrata.''
Paulinho acusa Wagner de ter sido influenciado por ''setores patronais atrasados, que não querem ser onerados por demitirem'' para colocar a proposta em pauta. Ele reconhece a existência de acertos entre trabalhadores e empresas para que os 40% de multa de rescisão sejam devolvidos pelo empregado ao empregador, mas considera que o governo precisa buscar mecanismos de fiscalização para impedir essa prática.


