DivulgaçãoTroca de farpasTumulto marca o 3º Congresso da Força Sindical: houve discussão e até uma sessão de socos e pontapésA Força Sindical deverá marcar um segundo congresso estadual dentro de dois meses para eleger a nova diretoria da central dos trabalhadores. A data deve ser definida ainda nesta semana pela executiva nacional, segundo informou ontem o diretor da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna). A direção nacional não reconhece a vitória de Paulo Bastos (Sindicato da Indústria Eletro-eletrônica) como o presidente no Estado.
Bastos foi eleito por aclamação no final da tarde de sábado, quando o 3º Congresso Estadual da Força Sindical tinha sido suspenso por determinação da executiva nacional. Os integrantes da chapa Força Unida Paraná (Fupar) pediram a interrupção do encontro sob alegação de que não havia condição de continuar um congresso que estava prestes a terminar em pancadaria.
A facção ‘‘Força, Força, Paranᒒ, liderada pelo ex-presidente da central Feliciano Moreira, não acatou o pedido de suspensão do congresso. Ontem, Bastos falou como presidente da Força Sindical no Estado. ‘‘Somos a direção da Força. Se eles quiserem que entrem na Justiça para questionar isso’’, afirmou.
Toda a confusão começou quando o grupo liderado pelo coordenador da Fupar e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Sérgio Butka tentou impedir a filiação de pouco mais de 20 entidades da corrente adversária, na Força Sindical. Com duas liminares da Justiça, o grupo de Feliciano Moreira garantiu a participação. ‘‘Eram apenas entidades laranjas e fantasmas. Eles registraram até Associação das Mulatas de Londrina’’, ironizou Butka.
Ele disse que a Fupar não reconhece a eleição de Bastos. Segundo Butka, a Força Sindical tinha 449 delegados registrados, sendo que 304 eram de seu grupo de apoio. Apenas 69 eram alinhados a Moreira. O ex-presidente da central tem outros cálculos. ‘‘Somente nosso grupo era formado por 376 delegados’’, garantiu Feliano Moreira. A corrente sindical representa quase 800 mil trabalhadores no Estado.
Mesmo sem ser reconhecido como vitorioso, Bastos garantiu ontem que vai ficar no cargo custe o que custar.
O presidente nacional da Força Sindical, Luiz Antonio de Medeiros, informou ontem que pretende fazer nova eleição dentro de dois meses. A eleição da nova diretoria da Força Sindical foi marcada por tumulto e confusão. Houve até mesmo troca de socos e pontapés entre representantes da Força Unida Paraná - grupo alinhado ao presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Sérgio Butka, - e da Força Força Paraná - grupo do ex-presidente da corrente sindical Feliciano Moreira.

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