São Paulo- O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, considerou uma afronta os resultados da pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgados anteontem. O estudo afirma que o Brasil tem a menor jornada de trabalho anual da América Latina e que os brasileiros têm produtividade menor. ''Discordamos veementemente dos dados da pesquisa. Eles não condizem com a realidade'', afirmou o sindicalista, por meio de comunicado.
O estudo da OIT prejudica o sindicalismo brasileiro, segundo Paulinho, justamente no momento em que se busca uma redução na jornada de trabalho. ''A OIT parece estar a serviço de grupos empresariais para prejudicar essas negociações, em pauta no Fórum Nacional do Trabalho'', finalizou.
A Força argumenta, com base em dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese), que 57,5% dos trabalhadores no comércio e 43,9% dos empregados em outros setores têm uma jornada semanal acima de 44 horas, superior à média da carga européia. Usa também dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE) para demonstrar que a produtividade de alguns setores da indústria, como o têxtil, o automotivo e o farmacêutico cresceu mais de 50% entre 1992 e 1998.

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