Evento técnico da Embrapa Soja debateu temas importantes na área de inovações biotecnológicas, armazenagem e fitossanidade
Evento técnico da Embrapa Soja debateu temas importantes na área de inovações biotecnológicas, armazenagem e fitossanidade | Foto: Saulo Ohara


Não é necessário ser nenhum expert em agronegócio para saber a importância da soja para o setor e, claro, a economia nacional. São simplesmente mais de 33 milhões de hectares (ha) da oleaginosa plantados por todo o País, sendo o Paraná responsável por 5,2 milhões de ha (15,7%). E se o nível tecnológico da cultura avançou muito, vale ressaltar também os desafios que precisam ser enfrentados para que o País continue como um dos principais players de produção e exportação.

Pensando neste cenário de evolução – mas também de total atenção – é que a Embrapa Soja realizou a 36ª Reunião de Pesquisa de Soja (PRS), que encerrou ontem em Londrina com debates importantes na área de inovações biotecnológicas, mas também armazenagem, fitossanidade, entre outros assuntos. No total, foram 500 participantes entre pesquisadores, técnicos, produtores, professores, acadêmicos e profissionais de empresas ligadas ao segmento.

Alvadi Balbinot é pesquisador da área de manejo da cultura Embrapa Soja e presidente da RPS. Ele relata que o País precisa pensar na competitividade da cultura frente ao mercado globalizado e, para isso, cita três pilares que precisam ser trabalhados com afinco: qualidade do solo, fitossanidade e qualidade dos grãos, pensando no mercado externo.

No primeiro deles, Balbinot fala do desafio da qualidade do solo em plantio direto. "É necessário construir um solo de boa qualidade física, biológica e química, um perfil mais profundo, pensando no crescimento das raízes".

No que diz respeito à fitossanidade, diversos especialistas participaram da reunião. O pesquisador da Embrapa Soja destacou pontos importantes nessa área quando se olha para o futuro da cultura. "Sem dúvida, a sustentabilidade e efetividade dos fungicidas para o controle da ferrugem asiática, a questão do controle de percevejos e também de plantas daninhas resistentes a herbicidas".

Barreiras comerciais
Por fim, ele cita a importância de manter a qualidade do grão elevada, pensando em termos de valor nutricional e atributos físicos e químicos de acordo. "Nossa soja tem uma qualidade boa, mas precisamos ficar atentos nas mudanças que poderão ocorrer. Temos que ser proativos, pois no futuro podem surgir barreiras comerciais em função de alguma característica indesejável do produto".

Os desafios, portanto, precisam ser "atacados" pela cadeia produtiva, desde as atividades da pesquisa público e privada, passando pela assistência técnica, até chegar ao sojicultor. "A responsabilidade é de todos dentro da cadeia, mas é o produtor que faz acontecer, ele faz a peneira do que utilizar ou não. A pesquisa é realizada, mas a transferência de tecnologia ainda é um gargalo. Além disso, o poder público também precisa fomentar as pesquisas adequadas e delimitar as regulamentações do setor".

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