Força negocia hoje medidas compensatórias
Dois representantes da Força Sindical do Paraná vão integrar o grupo de sindicalistas que deve se reunir hoje com o governo federal, em Brasília, para discutir alternativas que evitem demissões em massa por causa do plano de ajuste econômico. Os sindicalistas querem que o governo também baixe medidas que ampliem os benefícios sociais para quem perder o emprego. Uma das sugestões será a ampliação de seis meses para um ano no pagamento do seguro-desemprego.
O governo federal deve anunciar ao longo desta semana algumas medidas sociais que possam suavizar o impacto das medidas econômicas. Hoje um trabalhador desempregado tem direito a receber o benefício por seis meses ininterruptos, desde que comprove não ter carteira assinada. Mas, em grande parte dos casos, o prazo para receber o seguro termina sem que o desempregado tenha conseguido nova vaga.
Outra sugestão dos sindicalistas é que as empresas concedam um mês a mais de vales-transporte aos demitidos. Isso facilita a vida do desempregado que tem um recurso a mais para procurar emprego, disse o presidente da Força Sindical no Paraná, Sérgio Butka. Na avaliação de Butka, o aumento de alguns impostos e o corte de gastos públicos deverão provocar o aumento na taxa de desemprego em todo o País. Temos hoje cerca de 200 mil desempregados na Região Metropolitana de Curitiba e na nossa avaliação não há como evitar o crescimento destes números, afirmou. O IBGE estima que o desemprego poderá saltar de 8% para 15% da população economicamente ativa em algumas capitais.Arquivo FolhaMal inevitávelSérgio Butka,
presidente da
Força Sindical
do Paraná:
Temos hoje
200 mil
desempregados
na região
metropolitana
de Curitiba.
Com o aumento
dos impostos
e os cortes
de gastos
públicos,
vai ser
difícil
evitar o
crescimento
desse númeroCarmem Murara





