Agência Estado-Dow Jones
De Berlim, Alemanha
O alemão Caio Koch-Weser – que é nascido em Rolândia, no Paraná, e tem dupla cidadania – é o mais cotado para tornar-se o próximo diretor-gerente do FMI, disse um alto funcionário do G-7 ouvido pela Dow Jones em Berlim. Para ele, o único nome com força para superar o do secretário de Estado do Ministério das Finanças da Alemanha seria o do ministro britânico Gordon Brown. ‘‘Mas, por razões domésticas, Londres não vai indicar Brown, o que abre caminho para Koch-Weser’’, afirmou a fonte.
Na semana passada, um alto funcionário alemão havia dito que Koch-Weser seria indicado para o comando do FMI pelo governo do país. O atual diretor-gerente, Michel Camdessus, da França, anunciara que deixará o cargo em meados de fevereiro do ano que vem. Tradicionalmente, o chefe do FMI é escolhido entre nomes indicados pelos países europeus do G-7, enquanto os EUA nomeiam o presidente do Banco Mundial. Com isso, os possíveis candidatos seriam de Alemanha, França, Itália e Reino Unido.
Segundo a fonte do G-7, o cargo foi mantido por um francês por tempo demais para que um novo candidato desse país seja considerado seriamente. ‘‘Mas eles poderão quer algo em troca: por exemplo, apoio político para assegurar que o presidente do Banco Central Europeu, Wim Duisenberg, deixe o cargo antes do fim de seu mandato e abra caminho para o presidente do BC francês, Jean-Claude Trichet’’, disse a fonte.
Quando o holandês Duisenberg foi escolhido para chefiar o BCE, há alguns meses, o governo da França só aceitou seu nome depois que ele declarou que não ficará até o fim de seu mandato de oito anos. Comentou-se na época que os governos europeus teriam concordado que Trichet assumiria o BCE para a segunda metade do mandato.
A fonte do G-7 também disse que a Itália não tem o ‘‘candidato certo’’; o nome citado tem sido do diretor-geral do T esouro italiano, Mario Draghi. Ao mesmo tempo, o Japão apresentou o nome de seu ex-vice-ministro das Finanças para Assuntos Internacionais, Eisuke Sakakibara. Segundo o funcionário do G-7, ele não tem chance.

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