Folha mudou a história da ferrovia
Uma reportagem da Folha, em maio de 1991, denunciou o contrato fechado entre Ferroeste e 17 empresas do Paraná. O Estado entraria com 25% dos recursos, mas teria direito a 6,2% das ações.
De outro lado, a iniciativa privada, que tinha 86,1% das ações, entraria com apenas 1% dos recursos necessários para a construção da ferrovia. O contrato, assinado no governo Álvaro Dias, foi desfeito pelo governo de Roberto Requião. Na época, o procurador-geral do Estado, Carlos Frederico Marés, afirmava que o Estado não aceitava financiar a obra e depois receber em prestações.
O governo do Paraná, em dezembro de 1991, conseguiu aprovar mensagem enviada à Assembléia Legislativa, tornando a Ferroeste uma empresa de economia mista, controlada pelo Estado. Os aportes de recursos do Estado se transformaram em ações, elevando a participação do governo a 92,2% do capital.





