Empregados do parque gráfico e de outros departamentos da Folha de Londrina disseram sim para a proposta de reposição salarial feita pela empresa na semana passada. Com isso, já em maio, os trabalhadores receberão os salários corrigidos em até 28,88%. O último reajuste havia ocorrido em novembro de 2000. O acordo também garante o piso salarial de R$ 388,41 aos gráficos.
O entendimento entre as partes também inclui a garantia de um período de estabilidade. Dos 284 empregados que teriam direito a voto na assembléia realizada ontem, compareceram 233, ou seja, 82% do total. Destes, 211 votaram a favor da proposta (91% dos presentes). Outros 21 empregados disseram não e um deles votou em branco.
A assembléia foi mediada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas e Empresas de Jornais e Revistas de Londrina e Região, Reginaldo Cesar de Campos. ''Foi feita a vontade dos trabalhadores. Isto é o sindicalismo democrático, que, através dos voto secreto, deu ao trabalhador o direito de se expressar'', comentou o sindicalista.
Para o diretor-superintendente José Eduardo de Andrade Vieira, o acordo com os gráficos significa ''um passo importante no restabelecimento da saúde econômica da empresa''. Ele disse que o próximo objetivo da diretoria é fechar acordo com os jornalistas, fato considerado fundamental para a normalização das relações trabalhistas na empresa.
Vieira afirmou que o acordo foi possível depois de dois anos de uma política interna de austeridade, que contou com cortes nos gastos e com o enxugamento no quadro de funcionários, ao mesmo tempo que foi registrado um aumento de produtividade e uma recuperação das vendas de anúncio a partir de novembro. O enxugamento, contudo, não penalizou a área de cobertura e a capilaridade de circulação da Folha.
O empresário aposta na estabilidade da empresa. ''Queremos manter estas condições para começar a dar conta de uma demanda por investimentos em modernização. Esperamos que a partir de junho isto já aconteça'', previu.

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