Brasília - Além do excesso de arrecadação, que somou R$ 4 bilhões entre as chamadas ''receitas administradas'', o governo também gastou R$ 3,2 bilhões a menos do que o programado. No total, a folga fiscal soma cerca de R$ 7,2 bilhões, o que dá tranquilidade para a equipe econômica administrar a elevação da meta de superávit primário de 4,25% para 4,5% do PIB para todo o setor público (que além do governo central, inclui Estado, municípios e estatais). Isso será possível mesmo que use parte da gordura para pagar os investimentos já empenhados, mas ainda não concluídos.
Nos oito primeiros meses do ano, o governo federal empenhou R$ 6,1 bilhões em investimentos, dos quais apenas R$ 1,45 bilhão já foi pago. Até o final do ano, pela programação orçamentária, o volume de empenhos deve subir para R$ 10,4 bilhões. Esse número, segundo o ministro do Planejamento, Guido Mantega, não será revisto, mesmo com a ampliação do superávit primário.
''Vamos cumprir o orçamento que nós propusemos ao Congresso e mais algumas coisa'', disse Mantega, antes da reunião da Junta Orçamentária. Segundo o ministro, o governo não pensa em rever os investimentos em infra-estrutura já programados porque eles são necessários para o desenvolvimento sustentável do País. Além disso, ajudam o setor privado a ampliar a oferta de bens e serviços da economia, aliviando as pressões inflacionárias. (AE)

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