Apesar de não ser palestrante - ‘‘muito menos consultor de empresas’’, como ele mesmo avisa - o comandante Rolim Amaro, presidente da TAM, conquistou a simpatia do público londrinense logo no início da palestra Qualidade na Prestação de Serviços. Ele começou contando a sua passagem por Londrina entre 1960 e 61. O comandante, que hoje é dono de uma das maiores empresas de aviação brasileira, disse que dormiu por algum tempo no porão do hangar da antiga Star, no aeroporto de Londrina. Em troca de limpar aeronaves à noite, Rolim, que já tinha brevê, podia pilotar os monomotores da empresa durante o dia.
Na época, ele conta que chegou a Londrina com uma malinha, ‘‘daquelas de papelão’’, que continha apenas uma calça preta e duas camisas, lavadas em sistema de rodízio. No frio, Rolim complementava seu cobertor estreito com jornais e, por isso, diz que até hoje o cheiro do jornal o faz dormir profundamente.
Também foi em Londrina que o comandante assistiu televisão pela primeira vez - um jogo de futebol da seleção brasileira - no balcão da Imperial Táxi-Áereo. Com o pioneiro Celso Garcia Cid, ele diz ter aprendido uma lição importante: não há outro caminho senão o de trabalhar. Bastante.

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