‘‘Não há motivo para tanto temor, pois ocorreu apenas um ajuste no papel brasileiro e podemos garantir ao aplicador que a rentabilidade voltou ao normal’’, tranquiliza Paulo César Alves de Faria, gerente da Agência Centro do HSBC, ao afirmar que o ajuste nos fundos da instituição ficou entre 0,30% a 0,40%. ‘‘Nós já vínhamos atualizando os ativos, porque fazemos a marcação diária de mercado de nossos papéis. Com isso, não teremos rentabilidade negativa’’, informa.
Faria reconhece que o investidor fica ‘‘ressabiado’’ quando se mexe com o seu dinheiro, como herança do governo Collor, quando muitos tiveram o dinheiro confiscado. Mesmo assim, diz que não houve evasão de investimento no HSBC. ‘‘Por precaução, o cliente optou por transferir o dinheiro do fundo para outra modalidade de investimento como CDB e poupança.’’
Daniel Yabe Milanez, do Investidor Global, diz que os bancos deveriam se preocupar em orientar melhor o investimento dos clientes, a fim de evitar expô-los a risco. ‘‘Mas a preocupação principal é vender o produto, que rende bônus aos gerentes, não importando o risco que poderá trazer ao investidor’’, reclama.
Paulo Faria garante, porém, que a política do HSBC é justamente a de melhor orientar o cliente, a fim de que saiba das vantagens dos produtos, incluindo os riscos a que se expõe. ‘‘É importante que o cliente ganhe com os produtos que indicamos, porque isso representa que teremos novas aplicações’’, sintetiza. (S.O.)

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