Focus traz aposta de Selic média em 7,25% em 2013
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Eduardo Cucolo<br>Agência Estado 
Brasília - Os economistas consultados na pesquisa semanal Focus mantiveram a previsão de que a taxa básica de juros (Selic) seguirá inalterada na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana, em 7,25% ao ano, informou o Banco Central na pesquisa divulgada ontem. Esperam ainda que os juros encerrem 2013 no patamar atual, de 7,25% ao ano. Para o fim de 2014, a mediana das projeções segue em 8,25% ao ano há três semanas. Quatro semanas antes, estava em 8,50%. A projeção para Selic média em 2013 segue em 7,25% ao ano. Para 2014, recuou de 8,38% para 8,35% ao ano, ante 8,50% há quatro semanas.
A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3,26% para 3,20% segundo a pesquisa Focus. Para 2014, a estimativa de expansão caiu de 3,75% para 3,60%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 3,40% e 3,81%.
A projeção para o desempenho do setor industrial em 2013 passou de 3,00% para 3,24%. Para 2014, economistas preveem avanço industrial de 3,90%, acima da projeção de 3,75% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 3,70% para 2013 e de 3,75% em 2014 para o setor.
Analistas mantiveram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2013 em 34%. Para 2014, a projeção segue em 33%. Há quatro semanas, as projeções eram as mesmas para esses dois anos.
Câmbio
A projeção para a taxa de câmbio no final de 2013 recuou nas estimativas dos analistas consultados. Para o fim deste ano, a mediana das projeções passou de R$ 2,08, mesmo valor projetado quatro semanas antes, para R$ 2,07. Para o fim de 2014, segue em R$ 2,05.
Na mesma pesquisa, o mercado financeiro reduziu a previsão de taxa média de câmbio de R$ 2,07 para R$ 2,06 em 2013. Para 2014, caiu de R$ 2,05 para R$ 2,04. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,08 neste ano e R$ 2,03 no próximo.
A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 (instituições que mais acertam as previsões) médio prazo para o fechamento de 2013 caiu de R$ 2,12 para R$ 2,06. Para 2014, recuou de R$ 2,10 para 2,07.
IGP-DI
A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2013 subiu de 5,37% para 5,39%. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, a expectativa passou de 5,31% para 5,35%. Quatro semanas atrás, o mercado previa altas de 5,27% para o IGP-DI e de 5,29% para o IGP-M. Para 2014, a projeção para o IGP-DI segue em 5% há 23 semanas. Para o IGP-M, segue há 13 semanas também em 5%.
A pesquisa também mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2013 caiu de 4,88% para 4,86%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 4,95% para o índice que mede a inflação ao consumidor em São Paulo. Para 2014, segue em 5% há cinco semanas.
Economistas elevaram ainda a estimativa para o aumento do conjunto dos preços administrados - as tarifas públicas - para 2013 de 3,30% para 3,34%. Para 2014, a projeção caiu de 4,50% para 4,35%. Há quatro semanas, as projeções eram de, respectivamente, 3,50% e 4,50%.
IPCA média
Nas previsões do mercado para a inflação nas médias das estimativas houve alta. De acordo com o levantamento, a média das apostas para o IPCA em 2013 subiu de 5,50% para 5,56%. Para 2014, a média passou de 5,39% para 5,44%. Para 2015, de 5,07% para 5,10%. Para 2016, de 4,93% para 4,96. Para 2017, a primeira divulgação para o indicador mostra taxa de 4,87%.



