Brasília - Analistas do mercado financeiro promoveram ajustes importantes nas previsões de inflação - a maioria para cima - deste e do próximo ano no relatório Focus, mesmo a poucos dias do final do ano. O documento, que foi publicado ontem pelo Banco Central, revelou uma elevação de 5,70% para 5,72% na mediana das expectativas para o IPCA de 2013. Apesar da elevação, a taxa segue abaixo da prevista um mês antes (5,82%). Para o mesmo indicador em 2014, o avanço foi de 5,95% para 5,97% - quatro semanas atrás, a Focus apontava para 5,92%.
No caso das estimativas suavizadas à frente para o IPCA acumulado em 12 meses, a mediana das expectativas passou de 6,03% para 6,05%. Há quatro semanas, estava em 6,14%. Também passaram por ajustes as estimativas para o IPCA de curto prazo. Para dezembro, a previsão foi recalculada de 0,72%, como também estava um mês antes, para 0,74%. Já para janeiro, a estimativa ficou estacionada em 0,72% ante variação de 0,71% vista quatro semanas atrás.
Além de apresentar revisões importantes para o IPCA, os analistas também fizeram ajustes significativos para outros indicadores de inflação no relatório Focus de ontem. A mediana das previsões para o IGP-DI de 2013, por exemplo, passou de 5,37% para 5,43%. Mesmo assim, a taxa segue abaixo dos 5,45% vistos um mês atrás. Para 2014, a mediana para o IGP-DI passou de 6,01% para 6,00%, mesmo patamar verificado há quatro semanas.
No caso do IGP-M, índice de referência para os reajustes de aluguel, a mediana de 5,46% ficou congelada de uma semana para outra. Um mês atrás estava em 5,55%. Para o próximo ano, a mediana das estimativas para esse indicador voltou a dar mais um passo de alta, ainda que pequeno. Há quatro semanas, as previsões para esse índice estavam em 6,00%, passaram para 6,01% na semana passada e agora estão em 6,02%.
Já a inflação paulistana, medida pelo IPC-Fipe, foi revisada de 3,87% para 3,84%, segundo o Focus - quatro semanas antes estava mais elevada, em 3,97%. No caso de 2014, a mediana foi ajustada de 5,40% para 5,41% de uma semana para outra - um mês antes, já estava em 5,40%.
Seguindo as novas projeções do Banco Central no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na última sexta-feira, o mercado revisou, nas mesmas direções, suas estimativas para os preços administrados. Para o final deste ano, a taxa passou de 1,50%, como estava quatro semanas atrás, para 1,35% agora. Para 2014, o avanço da mediana foi de 3,85% para 4,00%. Quatro semanas atrás, estava em 1,30%.

Selic e câmbio
Para a Selic em 2014, a mediana das previsões para os juros básicos da economia ao final do ano está parada em 10,50% ao ano pela quarta semana consecutiva. Já a Selic média aumentou de 10,38% para 10,47%. Há um mês, a taxa estava em 10,28%.
Não há mais reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) em 2013 e as expectativas agora, principalmente depois da divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), na última sexta-feira, recaem sobre o primeiro encontro do ano que vem, marcado para janeiro.
As expectativas para o câmbio voltaram a subir, ainda que de forma pontual. A mediana das estimativas para o dólar para o final de 2013 passou de R$ 2,33 para R$ 2,34. A cotação era de R$ 2,30 um mês antes. Para o final de 2014, as previsões para o dólar aumentaram de R$ 2,43 para R$ 2,45 agora. Um mês antes, a mediana estava em R$ 2,40.
No caso do câmbio médio, a taxa ficou estacionada em R$ 2,17 para o final de 2013 de uma semana para outra, mesma taxa também vista quatro semanas atrás. Já, para 2014, foi detectado um leve ajuste, com a mediana das estimativas passando de R$ 2,38 para R$ 2,40 - quatro semanas atrás, estava em R$ 2,35.

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