Os focos de febre aftosa na Europa e a eliminação do gado contaminado estão elevando os preços do couro brasileiro exportado para o Velho Continente e também os preços cobrados no mercado interno, informou Wayner Machado Silva, vice-presidente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil. Segundo ele, desde o início do ano, o aumento no valor do couro comprado direto no frigorífico aumentou em 44%, sendo metade deste aumento nas duas últimas semanas. Segundo ele, a oferta de couro, desde o produto primário até o acabado, é mínima diante da demanda ‘‘avassaladora’’. ‘‘Não está sobrando couro para a indústria de calçados’’, comentou.
Para ele, além da falta do couro na Europa, a elevação do dólar também contribuiu para o aumento no volume exportado. ‘‘Ainda não dá para quantificar qual o volume exato exportado, mas este aumento é sentido no mercado’’, disse.

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