Foco na segurança alimentar
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Aumentar a produtividade dos alimentos sem incremento das áreas é um desafio do agronegócio, em qualquer parte do mundo. Aliado a isso, o produtor moderno precisa focar na sustentabilidade e segurança alimentar, sabendo que doenças podem surgir ou serem inseridas em regiões produtoras, causando prejuízos nas lavouras. Estes e outros temas estão sendo expostos e debatidos, em Londrina, por 50 pesquisadores do Brasil e do mundo, no 47º Congresso Brasileiro de Fitopatologia - ciência que estuda as doenças das plantas - que começou no domingo e segue até sexta-feira, no Centro de Eventos da cidade.
Cerca de mil pessoas, entre pesquisadores, técnicos extensionistas, professores e estudantes de vários estados brasileiros e países da Europa e Américas do Norte e Latina participam do evento. Mais de 1,2 mil trabalhos também foram apresentados ontem. O congresso está em Londrina pela segunda vez (a primeira foi em 1985) e é promovido pela Sociedade Brasileira de Fitopatologia, com realização da Universidade Estadual de londrina (UEL), Embrapa Soja e Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).
O professor do departamento de agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e presidente da comissão organizadora do evento, Marcelo Canteri, salientou que Londrina é um polo de pesquisas de doenças de diferentes variedades de plantas graças às suas entidades de pesquisa. "Temos na cidade cerca de 24 fitopatologistas, sem considerar os estudantes. O Estado e o País avançam nessa área à medida que o agronegócio evolui, principalmente quando se trata de produtividade, pois aí é necessário atenção maior sobre as doenças".
Para exemplificar a importância da pesquisa na área, ele citou o trabalho para combater a ferrugem da soja, que começou a devastar as lavouras do País na safra 2002/03. "A doença foi controlada devido ao esforço dos fitopatologistas do País envolvidos com a cultura, com diversos órgãos de pesquisa trabalhando para solucionar esse problema", disse.
Até sexta-feira, também serão debatidos temas como bioterrorismo, agricultura orgânica, florestas, uso sustentável de agroquímicos, segurança alimentar e, por fim, o Simpósio Brasileiro de Mofo Branco, inserido no evento. "Também vamos debater assuntos que envolvem o café e cana-de-açúcar, culturas importantes para o Estado, não apenas na área alimentar, mas também, energética".
Para o futuro, entre os desafios da fitopatologia, Canteri destacou a necessidade da pesquisa adotar as tecnologias que estão surgindo relacionadas à informática, agricultura de precisão, drones para monitoramento de áreas, entre outros. "Também precisamos focar nos aspectos ambientais, mudanças climáticas e monitoramento de transgênicos para evitar doenças. Estamos avançando, mas sabemos que há um caminho para avançar ainda mais".


