Brasília- A descoberta de febre aftosa no rebanho da Bolívia pode atrapalhar os planos dos pecuaristas do Mato Grosso do Sul que querem que o Estado volte a ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre da doença com vacinação. Para o diretor-técnico substituto da Superintendência Federal de Agricultura no Estado, Orasil Romeu Bandini, o ressurgimento da doença na Bolívia ''corrobora para a desconfiança de que o Conesul é uma zona endêmica para a aftosa''. ''O foco acaba confirmando o que se imaginava'', completou.
Ele lembrou que focos da doença foram registrados nos últimos anos ''ora na Bolívia, ora na Argentina e ora no Brasil''. O pedido do Mato Grosso do Sul para reclassificação sanitária foi apresentado ontem, em Paris, à Comissão Científica da OIE, que tem até hoje para apresentar uma resposta prévia, de acordo com a assessoria de imprensa da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul).
Barreiras -Fiscais federais agropecuários vão reforçar a fiscalização a área de fronteira do Brasil com a Bolívia. Num prazo de 10 a 15 dias, o ministério enviará pelo menos 30 fiscais para o Mato Grosso, informou o diretor substituto do Departamento de Saúde Animal da pasta, Guilherme Marques.
Os estados do Mato Grosso do Sul, Acre e Rondônia, que também fazem fronteira com a Bolívia, receberão apoio do governo federal para reforçar o controle sanitário na região. De acordo com Marques, os fiscais federais agropecuários vão atuar nas 10 barreiras fixas e quatro móveis na fronteira seca do Mato Grosso com a Bolívia. Vão também fiscalizar 151 propriedades rurais localizadas na divisa do Mato Grosso com o território boliviano
O objetivo da operação é impedir o contrabando de carne e animais doentes da Bolívia, país que tem fronteira de 3,166 mil quilômetros com os quatro estados brasileiros. A fronteira seca no Mato Grosso é de 780 quilômetros. É nessa área que está concentrada a vigilância pelo fato de o trânsito ser mais intenso.

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