FNS normaliza distribuição de vacinas no País
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sexta-feira, 29 de novembro de 1996
Agência Folha 
BRASÍLIA - Não há mais falta de vacina tríplice no País, segundo o presidente da Fundação Nacional de Saúde (FNS), Edmundo Juarez. Goiás, último Estado onde faltava a vacina, deveria receber novo estoque na noite de ontem. O lote contém 130 mil doses para o Estado. Desde 23 de outubro, quando chegaram ao País 3,5 bilhões de doses de tríplice (DPT celular) da Suíça, 14 estados e o Distrito Federal receberam a vacina.
Segundo a FNS, os demais estados não solicitaram ao Ministério da Saúde a reposição do estoque que tinham. A maioria ainda tem doses de tríplice que haviam sido distribuídas em 1995. Esse é o caso do Distrito Federal, do Acre e de Sergipe.
Para Juarez, há ainda a possibilidade de alguns estados não terem pedido a reposição por causa das suspeitas levantadas por São Paulo de que poderia haver problemas com as vacinas vindas da Suíça.
A FNS está aguardando a análise feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, para decidir que atitude tomar. É muito comum que crianças apresentem reações à DPT celular. Não há como evitar, afirmou Juarez. Segundo o presidente da FNS, o único Estado onde houve reação foi São Paulo.
Dos 3,5 milhões de doses, cerca de um milhão já foi enviado aos estados. O restante está estocado na FNS e será distribuído às secretarias estaduais de Saúde conforme for pedido.
O laboratório suíço Serum e o laboratório indiano Indian Institute ainda devem 7,5 milhões de doses da tríplice ao governo brasileiro. O prazo final de entrega é março de 1997.
Os estados que já receberam a tríplice são os seguintes: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Roraima, São Paulo e Tocantins.
A utilização da vacina tríplice, suspensa desde o dia 13, pode ser liberada em todo o Estado de São Paulo a partir de hoje. O secretário da Saúde, José da Silva Guedes, deveria se reunir ontem à noite com técnicos do Centro de Vigilância Epidemiológica para analisar os relatórios sobre as reações adversas observadas em crianças que tomaram a vacina, o que motivou a suspensão. Se ficar comprovado que as reações foram provocadas por algum outro fator que não as vacinas, a vacina pode ser liberada.


