Brasília - O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Phil Gerson, previu ontem que o nervosismo do mercado financeiro deve diminuir com a decisão do Banco Central dos Estados Unidos (Fed) de não elevar a taxa de juros. Mais uma vez, Gerson voltou a pedir calma aos agentes do mercado financeiro em relação ao Brasil. ''Acho que os fundamentos do Brasil são bons e que devemos manter a calma. E os mercados devem fazer o mesmo'', afirmou.
Os técnicos da missão do Fundo foram ouvir ontem, no Ministério da Trabalho, as propostas do governo para as reformas sindical e trabalhista. Gerson considerou as duas reformas importantes para a sociedade brasileira. Ele também avaliou que o avanço nas reformas microeconômicas é fundamental para o crescimento da economia brasileira não só em 2004, mas também para os próximos anos. Os técnicos do FMI também tiveram reuniões nos ministérios da Previdência, Planejamento e Fazenda.
Na avaliação de Gerson, o encontro com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Osvaldo Bargas, foi importante para o FMI se inteirar da estratégia do governo para as reformas sindical e trabalhista. A proposta de reforma sindical, que trata dos direitos coletivos, já está praticamente pronta e deverá ser encaminhada ao Congresso Nacional ainda este mês. Já a proposta de reforma trabalhista, que trata dos direitos individuais dos trabalhadores, ainda está em fase inicial de elaboração.
Os técnicos do FMI também tiveram uma reunião ontem com o ministro da Previdência Social, Amir Lando. No encontro, segundo o representante do Fundo, se discutiu de forma geral como melhorar a eficiência do sistema previdenciário no País. O representante do Fundo, no entanto, evitou fazer comentários mais aprofundados sobre a situação da Previdência e ou sobre o aumento do déficit previdenciário, que pressiona as contas públicas.

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