FMI vê cenário positivo para economia brasileira
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terça-feira, 29 de janeiro de 2002
Agência Folha 
Rio de Janeiro O FMI (Fundo Monetário Internacional) enxerga um cenário positivo para a economia brasileira em 2002: detecta uma abertura do mercado internacional de capitais para o País e prevê pressão menor do câmbio sobre a inflação o que permitirá queda nas taxas.
As expectativas são do chefe da missão do FMI que visita o País, Lorenzo Perez. Ele esteve reunido ontem por duas horas com o presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Segundo ele as expectativas animadoras se devem a forma como o Brasil conseguiu evitar o contágio da crise Argentina e os seus eventuais efeitos negativos sobre o câmbio.
As expectativas refletem a maneira muito boa com que o Brasil soube enfrentar o contágio da Argentina sobre a estabilidade do câmbio, disse Perez. Também ajudará a recuperação da economia brasileira, afirma Perez, a melhora da atividade econômica dos Estados Unidos.
Esperamos que vá melhorar a atividade econômica no Brasil. A pressão do câmbio será menor neste ano. Isso certamente permitirá que a inflação caia neste ano. No encontro com Armínio, Lopez afirmou que a questão da Argentina também esteve em pauta. O ponto discutido, afirmou ele, foi como a crise do país vizinho pode afetar o Brasil e as relações comerciais entre os dois países.
Questionado se o Brasil poderia ser um modelo de enfrentamento de crises para a Argentina, Perez respondeu: Pode. O Brasil é um bom exemplo para vários países. Esta é a segunda visita de uma missão do Fundo depois de fechado o acordo de setembro de 2001, que liberou US$ 15 bi para o país dos quais US$ 4,7 bi já foram sacados.
Segundo ele essa é uma missão com uma tarefa menor, cujo o objetivo é rever as políticas e projeções monetárias e fiscais do Brasil.
A missão do FMI (Fundo Monetário Internacional) se encontra hoje, em Brasília, com o ministro Pedro Malan (Fazenda). Trata-se de uma reunião informal, de praxe, sempre realizada na chegada da equipe.
A partir daí, os técnicos dão início aos trabalhos com as áreas específicas, como as secretarias de Política Econômica e da Receita. Em seguida, eles voltam suas atenções para os ministérios da Previdência e do Planejamento. A missão fica no Brasil até a próxima semana.


