São Paulo - A economia brasileira deve voltar a crescer no ano que vem, mas o governo Temer precisa avançar em reformas estruturais para reduzir deficit, de acordo com o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI). O órgão divulgou o relato antes da reunião do G20, que começa amanhã, na China. Segundo os economistas do FMI, a flexibilização da política monetária no Brasil é limitada por pressões inflacionárias. Por isso, o órgão sugere ao governo interino a elevação de impostos e a alteração de despesas obrigatórias. "O novo governo deveria complementar a proposta de um teto de gastos com medidas tributárias e resolver a rigidez de despesas e encargos insustentáveis, incluindo a previdência", dizem os economistas no documento.
O órgão prevê uma queda de -3,3% para o PIB brasileiro de 2016, mas prevê alta de 0,5% em 2017. Para o FMI, o país ainda necessita aumentar a produtividade e a competitividade, junto a implementação "de um forte programa de concessões para infraestrutura", que, segundo o órgão, seriam essenciais para impulsionar o crescimento. Os economistas pedem ainda uma maior diversificação de atividades no país. "Em países exportadores de commodities, de modo geral, é importante planejar e investir em novos setores e atividades, a moda de diversificar a economia", afirma o relatório.

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