FMI sugere câmbio flutuante
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terça-feira, 22 de janeiro de 2002
Agência Folha 
São Paulo A número dois do FMI (Fundo Monetário Internacional), Anne Krueger, disse ontem que o sistema de câmbio flutuante defendeu o Brasil contra o contágio da crise argentina. Segundo a vice-diretora-gerente do Fundo, o mercado brasileiro se mostrou mais resistente do que o imaginado.
O tipo de especulação que poderíamos imaginar nesse tipo de situação simplesmente não aconteceu, afirmou Krueger, durante um evento na Austrália. Penso que a lição que se pode tirar é que cotações flexíveis são a melhor defesa (contra o contágio).
Segundo ela, o controle de capitais na Argentina não afetou mais severamente o Brasil por causa da prévia depreciação do real. Isso só ocorreu porque o câmbio brasileiro é flutuante, e não fixo, como era o argentino.
A diretora afirmou que a situação econômica do país preocupa a comunidade financeira internacional. Segundo ela, os países ricos vão procurar uma forma de ajudar os argentinos.
Ninguém sabe em que ritmo a atividade econômica está caindo, mas um palpite razoável seria de uma queda anualizada da taxa entre 20% e 25% no quarto trimestre (de 2001) e ainda maior do que isso neste trimestre, disse Krueger. São números elevados.


