FMI sai em defesa da globalização
PROTESTO
FMI sai em defesa da globalização
Das agências
De Washington
Uma coalizão de 400 sindicatos, organizações não-governamentais e grupos estudantis e religiosos pretende colocar dez mil pessoas nas ruas de Washington no próximo domingo. O objetivo é cercar as sedes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (Bird), para impedir a reunião de ministros dos 182 países membros, que será realizada nos dias 16 e 17.
Queremos fazer uma revolução para mudar instituições criadas há meio século, que decidem os rumos da economia mundial sem se preocupar com as pessoas afetadas por elas, explicou Leone Reinbold, de 22 anos. O Banco Mundial diz que quer acabar com a fome no planeta, mas as estatísticas mostram que a fome aumentou e que, pelo visto, seus especialistas não sabem solucionar o problema.
Alvo de críticas pela receita econômica que aplica aos países em dificuldade financeira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiu ontem responder aos manifestantes e firmar posição em defesa de seu modelo ortodoxo e da globalização.
Para o diretor-geral interino do Fundo, Stanley Fischer, o melhor caminho para os países se desenvolverem é abrir suas economias ao mercado internacional e não criar proteções extraordinárias à indústria nacional.
Nós não estamos tentando jogar os países pobres para baixo, diz Fischer. Todas as evidências mostram que a melhor maneira de os países crescerem é se integrar à economia global. Na opinião de Fischer, a estratégia de fechar o mercado interno aos produtos importados e incentivar as indústrias nacionais está condenada ao fracasso.
A defesa da globalização foi uma reação de Fischer principalmente às críticas das organizações não-governamentais (ONGs), que acusam o FMI de prescrever políticas que endividam e empobrecem ainda mais os países em desenvolvimento.





