Chegou ontem a Buenos Aires o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Thomas Reichmann, que comandará a análise do Fundo sobre as contas fiscais argentinas do primeiro semestre deste ano. Extra-oficialmente, afirma-se que o Fundo reduziria as perspectivas de crescimento da economia do país de 2% para 1,5% em 2001.
A meta de 2% havia sido estabelecida em março, na última revisão do acordo com o FMI, já considerada nesse momento, como excessivamente otimista pelos analistas. O secretário de Fazenda, Jorge Baldruich, afirmou que a meta de crescimento de 2% no terceiro trimestre foi reduzida para 0,2%.
O governo do presidente Fernando de la Rúa considera que o FMI aprovará as contas do primeiro semestre, passo prévio para a liberação de US$ 2,3 bilhões, prometidos desde o início do ano. O otimismo em relação à resposta positiva do Fundo Monetário é causado pelo superávit fiscal de junho (US$ 206 milhões), além do cumprimento das metas revisadas do primeiro semestre. Em março esperava-se que o déficit de todo o semestre fosse de 4,939 bilhões, mas acabou sendo inferior, de US$ 4,748 bilhões. O déficit fiscal para todo este ano é de US$ 6,5 bilhões.
Além disso, Reichmann desembarcou pouco depois da aprovação, por parte da Câmara de Deputados, do pacote de ajuste, e estará aqui ainda quando o Senado o debater. O ajuste, junto com a ainda pendente Reforma da Previdência são as principais exigências do FMI para este ano.
Para o Banco Bilbao Vizaya Argentaria (BBVA) a economia argentina ‘‘pode ter deixado atrás seu ponto mais baixo’’. Segundo um relatório do banco espanhol sobre as economias latino-americanas, o PIB argentino crescerá 1% neste ano. Além disso, indica que o país terá uma deflação de 0,5%.

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