Diante de novos sinais de anemia econômica na Europa e a virtual estagnação nos Estados Unidos e no Japão, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou pela segunda vez sua estimativa do crescimento mundial este ano, agora projetada para 2,7%.
Segundo informações vazadas no mês passado, a primeira versão do relatório sobre as Perspectivas da Economia Mundial (WOE), que será publicado dentro de três semanas, previra uma expansão do PIB global de 2,8%, que se comparam com uma estimativa de 3,2%, em abril passado.
A correção foi mais dramática para o Brasil. Em lugar da taxa de crescimento de 2,6% de crescimento da primeira versão, o WOE prevê agora que o PIB brasileiro aumentará 2,2%, um número que é menos da metade dos 4,5% que o FMI projetou em abril passado e está mais em linha com as estimativas de economistas de bancos internacionais e do próprio governo. Para 2002, o FMI manteve a estimative de 3,5% de expansão.
O Fundo não alterou sua previsão anterior de crescimento do PIB norte-americano: 1,5% este ano e 2,5% no ano que vem.
Uma fonte do FMI disse que todos os números devem ser considerados preliminaries pois estão sujeitos a ajustes até a data da publicação do relatório, prevista para o próximo dia 27.
Sem previsão O presidente dos EUA, George W. Bush, disse não saber quando a economia norte-americana vai se recuperar. Ele fez essa declaração pouco antes de reunir-se no Salão Oval da Casa Branca com o líder da minoria (Partido Republicano) no Senado, Trent Lott. Indagado sobre quando a economia se recuperaria, Bush respondeu: ''Eu espero que logo. Mas eu não sou da área de previsões. Evidentemente, não há muitos bons videntes por aí.''
O presidente ressalvou que já tomou as medidas necessárias para fomentar a recuperação, por meio de seu corte de impostos de US$ 1,35 trilhão. Ele também disse que a melhor coisa que pode fazer para ajudar a economia é impedir qualquer ação do Congresso, dominado pelo Partido Democrata, para reverter qualquer parte de seu programa de cortes de impostos.

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