Washington - O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira para 2013. A expectativa é de que o País cresça 3% este ano, abaixo dos 3,5% previstos pelo Fundo em janeiro, de acordo com estimativas do relatório "Projeção Econômica Mundial: Esperanças, Realidades e Riscos", divulgado ontem no início de sua reunião de primavera em Washington.
Essa é a segunda revisão para baixo na estimativa de crescimento da economia brasileira para 2013. Em janeiro, o FMI já havia baixado a previsão, que era de expansão de 4% divulgada em um relatório feito em outubro pelos economistas do Fundo.
O Brasil foi um dos países com maior revisão para baixo nas estimativas de crescimento para 2013 no relatório do FMI. Só perde para um grupo de pequenos países formados por ex-repúblicas da União Soviética, como Armênia e Tajiquistão. Para essa região, excluindo a Rússia, a estimativa foi reduzida em 0,8 ponto, de 4,3% para 3,5%. Poucos países tiveram revisão para cima nas projeções de crescimento em 2013. Japão e Alemanha estão entre eles.
Ao mesmo tempo em que reduziu a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2013, o FMI elevou em 0,1 ponto a estimativa de 2014. Em janeiro, a previsão do Fundo era de que o País cresceria 3,9% no ano que vem, número agora aumentado para 4%.
O relatório projeta que a inflação brasileira ficará em 6,1% este ano e 4,7% em 2014. A taxa de desemprego deve ficar em 6% em 2013 e subir para 6,5% em 2014.
Já o deficit em contas correntes Dio Brasil deve ficar em 2,4% em relação ao PIB este ano e subir para 3,2% em 2014. Esse deficit representa o saldo de transações entre o Brasil e o resto do mundo.
O relatório do FMI destaca que o Brasil ainda enfrenta problemas pelo lado da oferta, que pode comprometer o crescimento da economia no médio prazo.

América Latina
Para a América Latina como um todo, a projeção de crescimento foi reduzida em 0,3 ponto porcentual, para 3,4% em 2013. Já para 2014, o FMI segue esperando crescimento de 3,9%. O México deve ganhar do Brasil em crescimento este ano, com expansão prevista de 3,4%, mas perde em 2014, ano em que deve crescer nos mesmos 3,4% de 2013.

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