FMI reduz previsão de crescimento da AL
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segunda-feira, 07 de abril de 2003
Agência Estado 
Londres O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a sua previsão de crescimento para a América Latina de 3% para entre 1,7% e 1,9%, neste ano. O vice-diretor-gerente do organismo multilateral, Eduardo Aninat, disse durante a convenção anual dos bancos mexicanos, realizada no final de semana, que a região terá ''um crescimento positivo, mas medíocre'' devido à incerteza gerada pela guerra no Iraque, ao excesso de investimentos em setores como telecomunicações e informática e à volatilidade nos mercados acionários.
Segundo o jornal espanhol La Gaceta de los Negocios, Aninat destacou como fatores positivos os avanços do Brasil após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os esforços do governo colombiano para estabilizar a sua economia. Mas o diretor do fundo mostrou-se particularmente preocupado com a Venezuela, cuja economia, segundo ele, deverá contrair-se em 14% ou 15%.
A economia peruana deverá registrar o maior crescimento em 2003, em torno de 4,5%. O Chile deverá crescer cerca de 3% e a expansão econômica do México ficará em torno de 2%. Aninat evitou fazer previsões para a Argentina.
Os números apresentados por Aninat se baseiam nas previsões que o FMI deverá publicar amanhã e que não indicam uma previsão muito otimista para a economia mundial.
Parceria - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o banco de desenvolvimento latino-americano Corporación Andina de Fomento (CAF) fizeram parceria para financiar de 140 a 200 projetos de infra-estrutura nos países da América Latina até um montante de US$ 24 bilhões. Os projetos, que envolvem integração econômica latino-americana como redes de gasoduto, linhas de transmissão de energia, telecomunicações e construção de estradas, serão financiados nos próximos cinco anos. O CAF é ligado ao bloco econômico Comunidade Andina de Nações (CAN), ou Pacto Andino, cujos países membros são Peru, Venezuela, Colômbia, Equador e Bolívia.


