O FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira este ano para 4,1%, segundo relatório divulgado hoje (17). A projeção anterior, apresentada em abril, era que a expansão chegaria a 4,5%. O Ministério da Fazendo estima que o PIB (Produto Interno Bruto) do país crescerá 4,5% em 2011.

Para a América Latina, o fundo prevê que o crescimento econômico se manterá "robusto" este ano e ultrapasse 4,5%. "A expansão tem sido mais forte na América do Sul, onde a alta dos preços das commodities e as facilidades para conseguir financiamentos no exterior estão alimentando a demanda doméstica."

O relatório alerta, no entanto, que se nada for feito, essa situação pode levar, em breve, a um superaquecimento econômico. De acordo com o estudo, muitos sinais dessa expansão exagerada já podem ser percebidos, como a inflação crescente e o aumento do déficit público. "O aumento global dos preços dos combustíveis e alimentos estão aumentando o desafio de conter a inflação e proteger os mais pobres."

Os cenários projetados para a América Latina levam em consideração, segundo o FMI, uma significante retirada das políticas de estímulo e a desaceleração das exportações de commodities.

Além disso, o documento destaca que vários países da região elevaram as taxas de juros e cortaram gastos governamentais, "para evitar uma carga excessiva sobre a política monetária, em um contexto de grandes entradas de capital e apreciação do câmbio".

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