O primeiro vice-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Stanley Fischer (v. foto), recomendou que o ideal seria que os países da América Latina seguissem um modelo de reajuste automático dos preços dos derivados dos combustíveis, de acordo com a oscilação do mercado internacional. Fischer alertou que o países que controlam os preços dos combustíveis, como o Brasil, podem ter problemas fiscais.
‘‘O controle do governo sobre os preços da energia em diversos países significa que preços mais altos do petróleo se traduzem num problema fiscal com o qual é politicamente difícil de se lidar’’, disse Fischer no discurso no 5º Encontro Anual da Associação Econômica Latino-Americana e Caribenha, no Rio de Janeiro.
Fischer acrescentou, no entanto, que essa mudança só deve ser feita em época de estabilidade e não num período de alta do petróleo no mercado internacional, como agora. ‘‘Esse não é o momento para essa alteração’’, disse.
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, comentou a recomendação feita por Fischer, dizendo que essa sugestão foi feita anteriormente. Segundo Malan, o governo vem estudando a possibilidade de conceder reajustes automáticos dos combustíveis, de acordo com a oscilação do mercado internacional. O ministro afirmou que a mudança não será agora. Mas Malan admitiu que ‘‘essa é uma possibilidade que pode e deve ser considerada sem pressa’’.
O ministro afirmou, no entanto, que o objetivo final será sempre o de beneficiar o consumidor. ‘‘É perfeitamente natural que, quando os preços no mercado internacional subam, os preços internos não possam ficar totalmente sem reconhecer isso’’, disse. Logo em seguida, concluiu que, quando o inverso acontece, o consumidor deve ser beneficiado.
O governo, afirmou o ministro da Fazenda, não estuda também, no momento, qualquer possibilidade de reajuste de combustíveis imediata. ‘‘Não estamos pensando nisso agora, mas também não vou garantir que não haverá novos reajustes este ano ou no início do próximo ano’’, disse.

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