Brasília - A missão de técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) vai recomendar à diretoria do organismo que aprove as contas do Brasil referentes ao período de setembro a dezembro de 2003. ''Todos os critérios de desempenho e os parâmetros estruturais relativos à sexta revisão foram cumpridos e as autoridades permanecem comprometidas com a manutenção de políticas econômicas sólidas'', diz nota do FMI divulgada ontem pelo Ministério da Fazenda.
Caso as contas sejam aprovadas pela diretoria, o Brasil terá direito a sacar uma parcela de aproximadamente US$ 1,4 bilhão do empréstimo de US$ 14 bilhões negociado em novembro. No entanto, como esse é um acordo preventivo, o governo não pretende sacar o dinheiro. Tampouco pretende prorrogar o atual programa, cuja última parcela será liberada em fevereiro de 2005.
Embora essa seja a primeira revisão do programa negociado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, formalmente o Fundo considera que esta é uma prorrogação do acordo feito no governo Fernando Henrique Cardoso, daí a referência à sexta revisão. Pelo programa, o conjunto formado pelos governos federal, estaduais e municipais e estatais deveria ter fechado 2003 com uma economia de R$ 65 bilhões, mas o resultado foi superior: R$ 66,2 bilhões.

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