FMI prevê expansão de 4,3% no ano para a América Latina
As economias da América Latina e do Caribe superarão os efeitos da crise de 1997-98 e crescerão este ano 4,3% em média, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgadas em seu informe semestral Projeções Econômicas Mundiais (PEM), publicado ontem em Praga.
O informe foi apresentado no começo dos trabalhos, antes das reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial que acontecem esta semana na capital tcheca e que reunirão ministros de finanças e presidentes de bancos centrais de 182 países membros de ambas as instituições.
A retomada do crescimento na América Latina foi maior do que os 4% previstos pelo FMI em maio. Apesar disso, a instituição projeta para 2001 uma taxa de crescimento de 4,5%, levemente menor do que os 4,7% calculados em maio. Os motivos desta ligeira redução na projeção para o próximo ano são as altas do petróleo, os esforços dos Estados Unidos para desacelerar sua superaquecida economia e os desajustes entre as três principais moedas do mundo.
Os progressos na situação da América Latina têm como base o forte crescimento das maiores economias do continente: Brasil e México. Também contribuíram para as projeções positivas uma melhora no desempenho do Chile e a mudança de rumos em cinco países em recessão em 1999: Argentina, Colômbia, Equador, Uruguai e Venezuela.
O Brasil, que vem de um crescimento praticamente nulo em 1999, deverá crecer 4% este ano e 4,5% em 2001. O México deve crescer 6,5% este ano, antes de baixar a um nível mais sustentável de 4,8% no próximo ano, estima o FMI.
ProtestosA Initiative Against Economic Globalisation (ICGE), entidade que está coordenando a maioria das atividades de protesto que deverão ocorrer durante a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Praga, tem como um dos seus objetivos principais a extinção do FMI, o Banco Mundial e a Organizaçao Mundial de Comércio (OMC). Essas três organizações são usadas pelos países ricos para estabelecer as regras que regem a globalização econômica em detrimento do países pobres, disse à Agência Estado, Scott Colby, um dos integrantes da ICGE responsável pelo contato com as centenas de jornalistas que já estão na capital tcheca.
Defendemos a ação direta para alcançarmos os nossos objetivos, mas nunca com violência. Segundo ele, os manifestantes nao deverão impedir nos próximos dias que os delegados que participam do encontro do FMI tenham acesso ao Centro de Conferências de Praga. Hoje, representantes do ICGE deverão conceder entrevista coletiva para fornecer detalhes sobre os protestos programados até o dia 28 de setembro, data de encerramento do encontro do FMI.





