Washington O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua estimativa de crescimento global para este ano, embora tenha ressaltado que um fim rápido da guerra dos Estados Unidos contra o Iraque dará novo impulso para a economia mundial.
Em seu relatório ''Perspectiva Econômica Mundial'', o FMI reduziu a previsão de crescimento global de 3,7% para 3,2% em 2003, refletindo as angústias dos consumidores e das empresas, assim como o impacto da alta do petróleo em consequência da guerra liderada pelos EUA.
A contínua turbulência no mercado acionário também influenciou na redução da atividade econômica, segundo o FMI. Para o Brasil, o FMI projeta um crescimento do PIB de 2,8% para 2003 e de 3,5% para 2004.
Para a América Latina, o Fundo estima um crescimento de 1,5% para 2003 e de 4,2% para 2004. Segundo o documento, a perspectiva econômica para a região permanece frágil e dependente dos acontecimentos dos EUA, embora as perspectivas no curto prazo estejam, no geral, melhores em países com fundamentos mais fortes em termos de políticas econômicas.
''No futuro imediato, os riscos geopolíticos são a principal preocupação: a maioria dos países pode sofrer com uma guerra prolongada contra o Iraque e isso poderá levar a uma deterioração nas condições de financiamento externo, reduzindo o crescimento global e elevando os custos de energia para importadores de petróleo.''
Segundo o documento, a projeção de crescimento para a região embute a visão de que as incertezas políticas na região sejam resolvidas e que o acesso ao mercado de capital internacional seja ampliado. ''Dada a ainda grande alocação de recursos de investidores para a América Latina, um acontecimento adverso - tal como um default desorganizado da dívida - poderia resultar numa pressão de venda mais ampla em muitos ativos latino-americanos.''
Já a Argentina deverá crescer 3% em 2003 e 4,5% em 2004, de acordo com as estimativas apresentadas no relatório. O Fundo prevê forte crescimento da produção industrial, aumento da confiança dos consumidores e quedas das taxas de desemprego para o país. Mesmo assim, o PIB está cerca de 20% abaixo do nível registrado em 1998. Em relação ao Chile, a previsão é de expansão de 3,1% para este ano e de 4,8% para 2004. O México deverá registrar crescimento de 2,3% em 2003 e de 3,7% em 2004.

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