Buenos Aires Mais pressa. Esse foi o recado que o Fundo Monetário Internacional (FMI) enviou ontem à Argentina, para que o país comece o tantas vezes adiado processo de renegociação da dívida externa pública. Segundo o porta-voz do Fundo, Thomas Dawson, o governo argentino precisaria acelerar o diálogo com os credores internacionais para reestruturar a dívida.
Como antítese da modorra argentina, Dawson citou o Uruguai, país no qual ''as autoridades começaram o processo de consultas com os proprietários de bônus para uma operação de troca da dívida e isso é o correto''.
Em relação à Argentina, Dawson disse que o país passou por ''tempos difíceis'' e que foram feitos ''progressos significativos'', mas que agora, o FMI queria ver ''avanços nesse progresso''. Segundo ele, ''provavelmente não há nenhum aspecto do programa argentino que tenha avançado com a rapidez que qualquer um de nós desejou. Não destacaria a reestruturação da dívida''.
Embora o início do processo de renegociação da dívida seja uma das exigências que o FMI fez para assinar o acordo financeiro provisório com a Argentina, os analistas afirmam que essa tarefa será ''empurrada'' para o próximo governo, que toma posse em maio.
Resgate O Banco Mundial anunciou que está ''analisando'' financiar o resgate das ''moedas paralelas'' das províncias argentinas. Estas ''pseudo-moedas'' espalharam-se a meados do ano 2000, quando os governos provinciais, à beira da falência, emitiram bônus com os quais pagam os funcionários públicos e fornecedores do Estado. O anúncio foi feito pelo diretor do Banco Mundial para a Argentina, Axel Von Trotsenburg.

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