FMI prefere desvalorização ou dolarização na Argentina
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quarta-feira, 05 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>De Buenos Aires 
O Fundo Monetário Internacional (FMI) está pouco inclinado a liberar rapidamente a tranche de US$ 1,3 bilhão do empréstimo stand-by estabelecido com a Argentina e, ao invés disso, está interessado em negociar uma desvalorização ou dolarização da moeda do país, disse uma fonte da instituição ontem.
A notícia provocou retração entre os títulos da dívida do país, segundo a MMS, agência de informação e análise financeira da Standard & Poors. O global 27 operou a 27 centavos por dólar com a informação, depois de chegar a 31 centavos por dólar na máxima.
Segundo as agências internacionais, diante da rápida deterioração da situação na Argentina, a gerência do FMI está pressionando o governo de Fernando de la Rúa para que seja discutida a possibilidade de abandonar o regime de conversibilidade, com desvalorização do peso; ou a de adoção do dólar como moeda nacional.
De acordo com as agências, o diretor-gerente do FMI, Horst Köhler, enviou no mês passado uma carta ao presidente De la Rúa afirmando que o FMI ofereceu as soluções a Argentina: desvalorizar ou dolarizar. Uma outra fonte do FMI teria dito ainda que há meses o fundo tenta discutir tais alternativas com o governo da Argentina, mas sempre encontrando grande resistência entre os administradores da economia.
Uma deputada argentina foi a primeira pessoa a conseguir uma liminar para poder retirar quanto quiser de sua conta bancária. Com a liminar concedida pelo juiz Martín Silva Garretón, Alicia Castro não precisará respeitar o teto de US$ 250 para saques em dinheiro, como mandam as medidas anunciadas pelo governo.


