Nova York O vice-diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Jorge Marquez-Ruarte, demonstrou cautela ao falar sobre possíveis alterações num eventual acordo com o Brasil. Indagado se o FMI estaria disposto a ser mais flexível na negociação do acordo para que o País invista mais na área social, Ruarte disse que o Brasil já tem todo o espaço para investimentos no social.
''Nunca colocamos restrição quanto aos gastos do governo. Se o Brasil quiser gastar com investimentos, ele pode, e é bom gastar em investimentos de infra-estrutura. Nunca colocamos restrição a investimentos, desde que o Brasil atinja suas metas de superávit primário.''
Ainda sobre o interesse do Brasil em incluir as cláusulas sociais, Ruarte disse que o FMI precisa ver o que significa isso e o que o Brasil quer. ''Achamos que é muito importante para o crescimento do Brasil e outros países haver um componente de igualdade social. É verdade que não só no Brasil como em outros países, o crescimento não é responsável pela igualdade social ou pela distribuição de renda. O governo tem de agir de uma forma deliberada nesta questão'', disse.

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